Sindicato distribuiu a “Cartilha contra o assédio moral no serviço público”
O Sinsep participou pela primeira vez, a convite, da Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat), que acontece nos dias 22 e 23 de outubro com ações na Secretaria de Obras e Serviços Urbanos e na sede administrativa da Prefeitura Municipal. Na manhã do dia 22, os servidores de Obras foram recepcionados com orientações sobre posturas e cuidados com a saúde física, diabetes, hipertensão, saúde bucal, campanha de vacinação, distribuição de mudas de hortaliças e árvores frutíferas e de uma série de brindes, antecipando as homenagens ao Dia do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro. O Sinsep distribuiu uma cartilha sobre “Assédio Moral no Trabalho” e a singela lembrança de uma caderneta de anotações e um bombom a cada servidor presente, aproveitando também para fazer novas sindicalizações. O Sindicato esteve representado pela presidenta Luciana Oppa, pelo servidor de Obras e diretor do sindicato Marlon Batista, além da diretora Gabrielly Dias Oppa, que também é vice-presidenta da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), que aproveitaram o momento para fazer novas sindicalizações.
As principais palestras da manhã do dia 22 estiveram a cargo do médico endocrinologista José Jorge e da assistente social Roseli Maria Bamberg, do CAPS-AD (Centro de Atenção Psicossocial-Álcool e Drogas), que abordaram o tema “Saúde do Homem”. Os servidores de Obras ouviram atentamente as informações repassadas pelos profissionais e interagiram em vários momentos. O médico José Jorge antecipou a conscientização prevista para o “Novembro Azul”, falando sobre o câncer de próstata e a necessidade do exame a partir dos 40 anos, principalmente. Também destacou o controle da hipertensão arterial, os sintomas e as sequelas, e advertiu sobre o aumento do uso de vasodilatadores, que podem causar problemas, como insuficiência cardíaca, aconselhando, portanto, “a não fazer uso do medicamento por conta própria”.
Alcoolismo também foi tema na palestra dos dois profissionais. “O alcoolismo muitas vezes é reconhecido como algo social, mas existem formas da gente perceber se isso está trazendo prejuízo para a nossa vida”, orientou o médico. A assistente social Roseli Bamberg lembrou que os homens são mais difíceis de se darem conta do problema do álcool, até perceberem que precisam de apoio: “Começa pela conscientização, quebra do preconceito e a necessidade do cuidado com a saúde mental”, orienta. O CAPS-AD realiza o Plano Terapêutico Singular (PTS), uma avaliação individual sobre cada caso, levando em consideração o tempo em que a pessoa é dependente e a sua relação com a família, além da consulta com o psicólogo. O CAPS-AD atende na Rua João Picolli, 488, centro, com uma equipe multidisciplinar. “A gente precisa cuidar da mente para cuidar do resto do corpo físico, ir ao CAPS é o mesmo que ir ao Posto de Saúde”, compara.