PRESIDENTA DO SINSEP, LUCIANA OPPA, REPRESENTOU A CATEGORIA NA MESA DE ABERTURA DA AUDIÊNCIA PÚBLICA “EM DEFESA DE QUEM CUIDA: PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A ENFERMAGEM.

Respeito aos profissionais da Saúde é tema de debate em Audiência Pública. Atividade promovida pelo Conselho Regional de Enfermagem teve participação do Sinsep

O Sinsep teve uma chance importante de divulgar a campanha “nossa missão é servir: respeite o servidor público. Desacato ao servidor é crime!”, durante a Audiência Pública do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-SC), realizada na tarde do dia 2 de setembro e que debateu justamente o aumento da violência contra os profissionais da Enfermagem em nosso estado. Sob o tema “em defesa de quem cuida: pelo fim da violência contra a enfermagem”, a atividade reuniu enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, dirigentes sindicais e acadêmicos, no auditório da Faculdade Estácio, que esteve lotado. O Sinsep esteve representado pela presidenta Luciana Guimarães Oppa e os diretores Delano Sauer, Gabrielli Oppa, Marlon Batista, Rosilaine Lemos, Stela Vivian Dias e Terezinha Machado, todos vestidos com a camiseta da campanha deflagrada pela entidade.

Três casos de agressões verbais e físicas contra auxiliares de enfermagem são registradas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) toda semana e chegam ao conhecimento do Sinsep, advertiu Luciana Oppa durante o seu pronunciamento na mesa de abertura da Audiência. “Cuidar de quem cuida, é muito linda essa frase”, disse Luciana, lembrando do período difícil enfrentado pela categoria há oito anos, quando os servidores perderam vários direitos. “Uma fase terrível, mas corremos atrás e reconquistamos”. O diretor de Comunicação do Sinsep, Marlon Batista, chamou atenção para a necessidade de políticas públicas e sugeriu a criação de um núcleo de investigação e encaminhamento de denúncias, buscando a punição dos agressores.

Presidente do Conselho Regional de Enfermagem, Maristela Azevedo celebrou a realização da Audiência Pública no momento em que se agravam as agressões e assédios aos profissionais de saúde. Somente em 2024 foram registrados 386 Boletins de Ocorrências sobre agressões a profissionais de Enfermagem em Santa Catarina. “Esse assunto precisa ser debatido e ter visibilidade, porque o objetivo do profissional de enfermagem é o cuidado, com ética, ciência e respeito”. Maristela espera que a Audiência demonstre para a sociedade que o Coren-SC vai tomar as providências no sentido de barrar essa onda de violência. “Há uma certa tendência, de uma parte da população, de achar que pode dizer o que quiser, que tem poder, enquanto agridem e assediam, mas isso não está correto”. O documento final da Audiência será enviado ao Conselho Federal de Enfermagem, às entidades sindicais e federação. Também será criado um grupo de trabalho dentro do Coren-SC para prestar apoio institucional aos profissionais de Saúde e a instalação do “botão de emergência” para ser acionado sempre que alguém se sentir ameaçado no seu trabalho.

Representante de Santa Catarina no Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Helga Regina Bresciani, disse que foi assinado um convênio com a Fiocruz para realização de pesquisa sobre o perfil do profissional da enfermagem “e que vai incluir os casos de agressão física, verbal, discriminação e assédio moral”. O último levantamento neste sentido é de 2013, quando foi constatado que 86% da categoria reclamava de algum tipo de assédio e agressão. “Nós somos mais de 85% mulheres, e as mulheres são as mais agredidas”, denuncia. No Brasil, são mais de 3,2 milhões de profissionais de Saúde e, em Santa Catarina, aproximadamente 90 mil. Mais de 89% dos trabalhadores da Saúde são profissionais da Enfermagem.

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