Contratado pelo Sinsep, estudo visa um diagnóstico sobre a situação financeira do Plano de Saúde do servidor

O Sinsep luta de todas as formas para que o Projeto de Lei Complementar 009/2021 seja retirado da Câmara de Vereadores, até que se faça um novo estudo sobre a real situação financeira do ISSEM Saúde. O PLC 009 altera o Plano de Custeio do ISSEM Saúde, aumentando as mensalidades pagas atualmente pelos servidores e penalizando sobremaneira aqueles que recebem os menores salários. O Sindicato já contratou o Escritório Regional do Dieese/SC (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) para a realização de um estudo técnico sobre as contas do ISSEM Saúde, que traga um diagnóstico consistente. O Estudo estará concluído no prazo de três meses.

Se depender do Sinsep, a Câmara de Vereadores deverá realizar uma Audiência Pública para debater a nova forma de custeio do ISSEM Saúde. Ofício neste sentido já foi protocolado junto ao gabinete do presidente do Legislativo, Onésimo Sell, com cópia aos demais vereadores. No documento, é solicitada ainda a imediata suspensão dos trâmites do PLC 009/2021, a devolução do mesmo ao Executivo, além da aprovação de uma Auditoria nas contas do ISSEM Saúde. “O ISSEM é uma conquista dos servidores e patrimônio da categoria. Nosso compromisso é defender os interesses dos servidores e a manutenção dos seus direitos”, reforça o presidente do Sinsep, Luiz Cezar Schorner.

Em outro ofício, encaminhado aos presidentes do ISSEM, Márcio Erdmann, do Conselho de Administração do Instituto, Sidney Marcelo Lopes, e do Conselho Fiscal, Clarice Reimer Zimath, o Sindicato faz uma série de questionamentos e solicita esclarecimentos quanto à possível insolvência do ISSEM Saúde, ventilada pela direção do ISSEM. “Por que se deixou chegar a essa situação? Quais os aumentos de custos que levaram ao impasse financeiro na tabela atuarial?”, são algumas das perguntas feitas no ofício. O Sinsep quer saber também qual o montante de recursos dispendido hoje para a manutenção da sede própria do ISSEM? Por que não foi anexada ao PLC 009/2021, encaminhado à Câmara, a nova Tabela de Valores das Mensalidades do ISSEM Saúde, que apresenta reajustes de até 890% a serem pagos pelos servidores? E, por fim, por que a direção do ISSEM mostra-se intransigente a qualquer proposta alternativa ao Plano de Custeio apresentado, até o momento?