Por nove votos contrários e um favorável, a Câmara de Vereadores rejeitou, na sessão desta quinta-feira (2), o Regime de Urgência pedido pelo Executivo na tramitação e votação do Projeto de Lei 009/2021, que altera as regras de custeio do ISSEM Saúde. Referido Projeto penaliza os servidores com menor remuneração na Prefeitura, podendo chegar a um aumento de até 855% no valor da mensalidade ao plano de saúde do ISSEM. O único voto favorável ao projeto do governo foi o do vereador Ademar Braz Winter (PSDB). Caso o regime de urgência fosse aprovado pela maioria dos vereadores, em 30 dias teria de ser analisado e votado em plenário.

“Ganhamos tempo para fazer o debate com os vereadores e retomar o diálogo com o ISSEM, o executivo e a categoria, sobre um projeto que trata da saúde dos servidores municipais”, avalia o presidente do Sinsep, Luiz Cezar Schorner, que reconhece a necessidade de um ajuste financeiro do Instituto, “mas também cobramos que haja debate para que os reajustes sejam compatíveis com a realidade financeira dos servidores, que já vêm sofrendo há muito tempo com perdas salariais e de direitos”.

Luiz Schorner reforça que os servidores tiveram reposição salarial apenas parcial, em 2016, reajuste zero em 2017, mais o congelamento de triênios, progressão de letras, a perda do auxílio refeição, para uma boa parcela da categoria, além do aumento anterior das alíquotas do ISSEM Saúde. “Tudo isso aconteceu em curto espaço de tempo, onde a gente não conseguiu recuperar a remuneração dos servidores, desde o final do governo Dieter Janssen, no primeiro mandato do prefeito Antídio Lunelli, e agora em seu segundo mandato”. O presidente do Sinsep faz questão de agradecer “aos vereadores que compreenderam a visita que fizemos à Câmara, na manhã de quinta-feira, e votaram pela ampliação do debate”.