O Sinsep protocolou ofícios em todas as prefeituras da microrregião, requerendo o pagamento do adicional de insalubridade em grau máximo (40%) aos servidores que atuam em contato direto com pacientes e materiais (ainda que potencialmente) contaminados pela Covid-19. Nos ofícios, o Sindicato reivindica que o pagamento do benefício seja retroativo à data da decretação de calamidade pública, em março de 2020, até a derradeira superação da pandemia do novo coronavírus e, inclusive, que aqueles servidores que recebem adicional de insalubridade em grau médio (20%) tenham a devida complementação do pagamento para grau máximo. Caso as administrações respondam negativamente à reivindicação, o Sinsep deve adotar medidas judiciais, neste sentido.

Desde o início das ações de combate e prevenção ao contágio da Covid-19, os servidores da Saúde e da Assistência Social encontram-se na linha de frente, seja na triagem e acolhimento de pacientes (Recepcionistas e Agentes Comunitários de Saúde), ou na testagem, diagnóstico e tratamento da patologia (Técnicos em Enfermagem, Enfermeiros, Médicos e outros profissionais da Saúde), bem como Agentes de Limpeza/Serviços Gerais envolvidos no trabalho. “Esses servidores encontram-se em alto grau de exposição no exercício de suas funções”, defende o presidente do Sinsep, Luiz Cezar Schorner. O direito ao adicional de insalubridade em grau máximo a esses profissionais, durante a pandemia, já é reconhecido por diversas administrações públicas em todo o país, a exemplo do Distrito Federal, que aprovou a Lei 6.589, em 25 de maio de 2020.