Assembleia aprovou reivindicação de 4,17% de reajuste

Os servidores públicos municipais de Guaramirim reivindicam 4,17% de reposição salarial, aumento no valor mensal do auxílio refeição, dos atuais R$ 450,00 para R$ 550,00, e também que o prefeito Luiz Chiodini implante a reclassificação dos menores salários pagos pela administração e o Plano de Carreira do Magistério, ambos estudados, aprovados e entregues ao prefeito no ano passado, além de resolver o problema da insalubridade dos agentes de serviços gerais. Estas reivindicações foram aprovadas durante Assembleia Geral da Campanha Salarial, realizada na noite de ontem (25), na Câmara de Vereadores. A data-base da categoria é em 1º de março. Inicialmente, a Assembleia aconteceria no dia 17 de fevereiro, mas teve de ser adiada em função das fortes chuvas que provocaram alagamentos e deslizamentos em bairros do município, interrompendo inclusive as aulas.

Contra a Reforma da Previdência

Os servidores presentes à Assembleia também repudiaram a Reforma da Previdência do governo Bolsonaro, que representa na prática o fim da aposentadoria para as trabalhadoras e trabalhadores e o achatamento do valor do benefício para aqueles(as) que estejam aposentados. Trata-se da “desconstitucionalização” da Previdência. Na verdade, não existe o déficit anunciado nas contas da Seguridade Social. Se o governo cobrasse os mais de R$ 400 bilhões das grandes empresas devedoras do Sistema de Previdência e devolvesse os R$ 606,58 bilhões tomados da Previdência na forma de Desvinculações de Receitas da União (DRU), a arrecadação superaria os mais de R$ 1 trilhão de economia prevista pelo governo em 20 anos, às custas do sofrimento e morte das trabalhadoras e trabalhadores.

Entre as mudanças propostas pelo governo estão o regime de capitalização individual da contribuição (uma conta bancária a ser aberta pelo próprio trabalhador, sem que o patrão tenha que contribuir com a Previdência) e a idade mínima de 62 anos para as mulheres e de 65 anos para homens e uma contribuição de 40 anos à Previdência, para que tenham direito a 100% do benefício. “Para derrubarmos essa reforma só mesmo com mobilização”, conclamou o presidente do Sinsep, Luiz Cezar Schorner.