Percentual abrange a inflação prevista para 1º de março, data-base da categoria, o restante do INPC não repassado em 2016 e ganho real de 2%

Os servidores públicos municipais de Guaramirim aprovaram na noite de hoje (15) a reivindicação de 11,44% de reajuste salarial, incluídos aí a previsão 5,4% do INPC até o mês de março, data-base da categoria, 3,66% restantes da inflação registrada em 2016 e que não foram repassados pela administração, e outros 2% de ganho real de salário. Em relação ao Magistério, a reivindicação é pelo reajuste do Piso Nacional do Magistério, em 7,64%, retroativos a janeiro de 2017, na tabela salarial. A proposta foi apresentada pelo Sindicato, com assessoria técnica do Dieese. Além disso, a categoria reivindica mais R$ 100,00 sobre o valor mensal do auxílio refeição, conforme promessa feita pelo então candidato Luiz Antônio Chiodini. Ao final da Assembleia foi eleita uma comissão de servidores, de todos os setores da administração, para acompanharem as negociações com o prefeito.

dieese-ze-alvaroA Assembleia teve as presenças do supervisor técnico do Dieese/SC, economista José Álvaro Cardoso e de dirigentes sindicais dos Trabalhadores de Jaraguá do Sul e Região. José Álvaro advertiu que “a tendência desta campanha salarial é de ser a mais difícil desde a fundação do Sindicato”, o que vem acontecendo no Brasil inteiro, seja no setor privado ou público. Para ilustrar a dificuldade, José Álvaro destacou dois elementos: “A pior crise da história do país, que nunca enfrentou três anos seguidos de recessão, e a tentativa de transferir o prejuízo da crise para as costas dos trabalhadores”.

O economista do Dieese citou as mudanças propostas pelo governo Michel Temer como agravantes desta difícil situação: a PEC 55 (hoje Emenda Constitucional 95), que congela os gastos em Saúde, Educação, Segurança Pública, etc, por 20 anos. “Os banqueiros estão fora dessa limitação de investimentos do Estado, ou seja, somente os juros da dívida pública serão pagos”, criticou José Álvaro, citando ainda a PEC 287, da Reforma da Previdência, “que tem objetivo de rebaixar direitos e dificultar a aposentadoria para homens e mulheres”.

Durante a Assembleia foram aprovadas moções de repúdio contra a Reforma da Previdência e ao prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, em virtude do pacote de medidas já aprovado pela Câmara que retiram direitos dos servidores, e devido à falta de negociação com a categoria, em greve desde o dia 27 de janeiro. Ainda foi apresentado o vídeo “Mulheres e a Reforma da Previdência”, denunciando a injustiça da exigência de idade para aposentadoria, aos 65 anos para homens e mulheres, ignorando a jornada tripla da mulher, que pode chegar a 29 horas a mais por semana, além de ainda receberem salário menor do que o dos homens.