A convocação do Sinsep para que todos os servidores jaraguaenses participem da Assembleia Geral da Campanha Salarial que acontece às 18h30min de amanhã (22), no STIVestuário (Francisco Fischer, 60) adquiriu forte apelo após a audiência com o prefeito Antídio Lunelli, realizada no final da manhã de hoje (21), pois além da campanha salarial a assembleia vai deliberar sobre os encaminhamento a respeito do pacote apresentado.

Chamado de “medida impopular” e “remédio amargo” pelo próprio prefeito, o “pacote de equilíbrio financeiro” foi apresentado na íntegra aos diretores do Sinsep, durante a audiência e atacam conquistas e direitos da categoria como um todo. “Somente com muita mobilização conseguiremos barrar esse pacote de medidas da administração”, conclama o presidente do Sinsep, Luiz Cezar Schorner.

O Sindicato deixou claro ao prefeito Antídio Lunelli que é contra a retirada de direitos dos servidores e que a lutara também pela reposição anual de salários da categoria. “Quando a crise econômica aperta, historicamente,  é o trabalhador quem paga a conta”, criticou Luiz Schorner. “Nossas negociações coletivas nunca foram fáceis, mas fazer economia retirando direitos, de novo, no lombo do servidor, isso não vamos aceitar”, disse a diretora do Sinsep, Idinei Petry. Já a diretora Julie Marchetti Poglia criticou a maneira como a atual administração tem tratado o servidor público municipal através da imprensa: “Os servidores estão revoltados e indignados, a categoria merece ser vista pela comunidade de uma forma diferente, com respeito, afinal sem servidor público não há qualidade de vida”.

Pacote de maldades

A administração pretende economizar R$ 20 milhões às custas dos direitos dos servidores. O chamado “pacote de equilíbrio financeiro” anunciado pelo prefeito, prevê os seguintes cortes:

  • no adicional de pós-graduação e o não recolhimento do FGTS dos ACT´s;
  • na progressão funcional do servidor efetivo;
  • reduzir 1% ao ano os triênios
  • fim da gratificação dos servidores da ESF (Estratégia de saúde da Família),
  • cortar bolsas de estudos e metas de produtividade de fiscalização.
  • em relação ao auxílio refeição:

1. extinguir a concessão do benefício no período de férias;

2. manter para quem ganha até R$ 2 mil mensais;

3. reduzir para 40% o benefício para quem ganha de R$ 2 mil a R$ 4 mil;

4. Extinguir para quem ganha mais de R$ 4 mil.