Moa, te contei.?

Moa Gonçalves resolveu agredir a categoria ao insinuar, na coluna de hoje (22/09) do OCP, que o servidor público ganha sem trabalhar. No comentário maldoso, sequer respeita a amiga, servidora há 20 anos, como afirma. #ficaremcasa, senhor Moa, é um privilégio de quem tem dinheiro, não do trabalhador, não do servidor público, que está da linha de frente no combate ao novo coronavírus. Os servidores que ficam em casa não o fazem porque querem, muitos estão em férias compulsórias, antecipadas em até cinco anos, outros em regime home office, a maioria professores, que se desdobram para dar conta de um trabalho remoto até então desconhecido. #ficaremcasa, senhor Moa, é o que todos deveríamos fazer nessa pandemia. Fosse assim, não teríamos a tragédia que já ceifou a vida de quase 140 mil brasileiros.
Ventríloquo da burguesia local, Moa nivela por baixo, como que comparando a si próprio, um sujeito que ganha a vida a difamar pessoas e fazer fofocas. Hoje, difamou o serviço público, a servidora e desrespeitou o princípio básico do jornalismo que é a ética profissional. Ah, sim, ele não é jornalista… O Sinsep pergunta: essa servidora existe, mesmo? Ou a nota é mais um favor prestado pelo colunista àqueles que têm interesse em manchar a imagem do servidor público para colocar em seu lugar os apadrinhados políticos? Servidor(a): demonstre sua indignação contra mais esse preconceito, através dos e-mails do colunista (moagoncalves@netuno.com.br) e do jornal (redacao@ocpnews.com.br).