A população de Jaraguá do Sul está ciente da luta que estamos travando para defender direitos conquistados ao longo de décadas. Nós, servidores públicos municipais, estamos em greve porque somos contra o pacote de equilíbrio financeiro do Executivo, mais conhecido como “Pacote de Maldades do Antídio”. Pois bem, esse pacote começou a ser feito ano passado, na época da eleição municipal, lá dentro da Acijs (Associação Comercial e Industrial de Jaraguá do Sul). A entidade patronal lançou uma carta aberta aos então candidatos a vereador e a prefeito contendo as diretrizes que gostariam que fossem seguidas na administração municipal. Ideia principal contida na carta: a redução de 6% dos recursos destinados à Educação e Saúde Públicas.

Novamente a Acijs envia uma nota aos vereadores, alertando os mesmos de que o melhor é aprovar todo o pacote do prefeito, porque é isso que se espera deles, eleitos pelo povo para defender os direitos desse mesmo povo que, agora, estão prestes a abandonar, ao que parece. O que a Acijs não admite é que o poder público sirva ao coletivo e deve ter interesses coletivos. Nesse sentido, é o servidor concursado que cumpre a tarefa de intermediar e de servir. A Acijs entende de empresas, de lucro individual, de interesses privados.

Atacar os direitos de toda a categoria, reduzir os salários em até 25% em uma só canetada, jogar a população contra o servidor público. Este foi o caminho tomado pelo prefeito Antídio Lunelli, o “escolhido da Acijs” para implantar a carta aberta divulgada em junho do ano passado. Ao invés do sacrifício aos servidores, o prefeito, a Acijs e alguns vereadores deveriam resgatar os mais de R$ 100 milhões em dívida ativa e impostos sonegados do município. Há diferenças substanciais entre o público, o bem do coletivo, e o privado, o lucro individual da exploração. Mais respeito ao coletivo é o que desejamos. A população merece. Somos maioria.

Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jaraguá do Sul e Região