Manifestação dirigida pelos servidores municipais em greve há 25 dias reuniu mais de 7 mil pessoas no centro de Jaraguá do Sul

Os servidores voltaram às ruas hoje (31) para buscar a solidariedade da população com a greve que já dura 25 dias, mantém-se com mais de 70% de adesão e é uma luta contra a tentativa do prefeito Antídio Lunelli de retirar direitos da categoria. O pacote de maldades do prefeito diminui em até 30% a remuneração dos servidores e ataca a qualidade dos serviços públicos prestados à comunidade. A manifestação contou com as presenças dos dirigentes de todos os Sindicatos dos Trabalhadores de Jaraguá do Sul e Região e da presidente da CUT de Santa Catarina, Ana Júlia Rodrigues e também serviu como desagravo ao prefeito, que ainda não governou a cidade de Jaraguá do Sul nestes três primeiros meses de gestão, preocupando-se única e exclusivamente em atacar os servidores.

Contra as reformas da Previdência e Trabalhista, contra a terceirização sem limites nas empresas e no serviço público e por nenhum direito a menos. Estas foram as bandeiras de luta que levaram mais de 7 mil pessoas às ruas centrais de Jaraguá do Sul, na manhã de hoje (dia 31), Dia Nacional de Lutas Contra a Retirada de Direitos. A Reforma da Previdência (PEC 287/2016) é um dos maiores ataques contra o direito da classe trabalhadora à aposentadoria. Se aprovada, significará o fim da aposentadoria para mais de 70% dos brasileiros e brasileiras. Pela proposta do governo Temer, a idade mínima para se aposentar seria de 65 anos, para homens e mulheres, trabalhadores urbanos e rurais e professores. A aposentadoria integral, com 100% do benefício, somente com 49 anos de contribuição, entre outros ‘assaltos’ aos direitos da classe trabalhadora brasileira.

Já a Reforma Trabalhista proposta pelo governo Temer é injusta, imoral e irresponsável, pois acaba com direitos consagrados dos trabalhadores e trabalhadoras, como o 13º salário, férias, descanso semanal remunerado, jornada de trabalho de 8 horas. Sepulta a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Seria o fim do FGTS, dos intervalos para descanso e alimentação, representaria aumento da jornada de trabalho e redução de salários e a ampliação do contrato de trabalho temporário, de 90 para 270 dias. Como se não bastasse, a Câmara dos Deputados aprovou, na calada da noite do dia 22 de março, o projeto de lei 4.302, de 1998, que permite a terceirização sem limites. É o mesmo que voltar à escravidão, porque os patrões poderão terceirizar tudo e todos sem se responsabilizar pelos direitos trabalhistas. “Precisamos estar atentos aos parlamentares, na Câmara Federal e Senado, que votarem contra o povo brasileiro. Em outubro de 2018, não podemos eleger traidores mas, sim, votar em quem está ao lado dos trabalhadores”, conclama o presidente do Sinsep, Luiz Cezar Schorner.