Protesto aconteceu na manhã de 9 de março, na Praça Ângelo Piazera

Protesto e convocação foram os eixos da manifestação “8M” realizada pela Intersindical dos Trabalhadores e a União Brasileira de Mulheres (UBM), na Praça Ângelo Piazera, na manhã do dia 9 de março e que marcou a passagem do 8 de março – Dia Internacional de Luta da Mulher. O protesto é contra a reforma da Previdência (Projeto de Emenda Constitucional 6/2019), encaminhada pelo governo Bolsonaro ao Congresso Nacional e que representa na prática o fim da aposentadoria para a classe trabalhadora, principalmente a mulher trabalhadora urbana e rural. “Mulheres contra a Reforma da Previdência – Sua aposentadoria acaba aqui” advertiu a faixa aberta pelas lideranças sindicais, que ainda distribuíram à população informativos de esclarecimentos sobre os males da reforma da Previdência. Também foi estendida a faixa contra a violência de gênero: “Não se esconda, não se cale, não se omita. O silêncio mata”.

Durante a manifestação, os dirigentes sindicais presentes aproveitaram para cobrar do deputado federal Carlos Chiodini (PMDB/SC), como representante da região, o voto contrário à reforma da Previdência. Chiodini ouviu a reivindicação e adiantou que o projeto não deve ser votado neste primeiro semestre, admitindo a pressão da sociedade por atacar os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, da Saúde, idosos, das professoras, em geral, e das mulheres, em especial. “Como uma enfermeira, com 65 anos de idade, vai atender a população?”, questionou o diretor do Sindicato dos Estabelecimentos em Saúde, Almir Alexandre. Os dirigentes sindicais convidaram o deputado Chiodini a participar de uma Plenária Sindical para debater a Reforma da Previdência, evento que deve acontecer no dia 23 de março, no STIVestuário, em princípio.

Luta contra a violência

A violência contra a mulher e contra o feminicídio – são 1.830 mulheres agredidas por hora, no Brasil –  foi outro protesto feito pelas lideranças sindicais. E o esclarecimento do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSol/RJ), ocorrido no dia 14 de março do ano passado e até hoje um crime insolúvel, é um dos símbolos dessa violência sem limites. Estiveram na manifestação dirigentes dos Sindicatos de Trabalhadores Metalúrgicos, Servidores Públicos Municipais, da Educação, da Saúde e do Vestuário.